quarta-feira, 19 de julho de 2017

Precisamos ensinar teologia às crianças e aos jovens?

A necessidade da teologia: ouçamos um professor por profissão!


Recebi de meu pastor e amigo Daladier Lima a proposta para redigir sobre o questionamento acima. A princípio tenho uma forte inclinação em dizer sim, mas é necessária uma análise da questão para uma conclusão lúcida.
Bom, começaremos por discutir o que acontece se não ensinarmos. Qualidades como: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio presentes no fruto do Espírito, descrito em Gálatas 5.22 podem não ser compreendidas e por conseguinte não atingidas. Isso já dá um bom ponto de partida.
E quando o objetivo for ir mais além, produzir, ou melhor, trazer essa nova geração à adoração pelo que Deus É e não pelo que Ele faz, aí a situação é mais séria.
Quando pensamos assim, poder ver nossas crianças, adolescentes e jovens exteriorizando o não conformismo com este mundo e ofertando um culto racional ao Senhor (Romanos 12:1-2) vale a pena lutarmos para que isso aconteça. Assim teremos: Servos tementes a Deus, produzindo frutos dignos de arrependimento.
Mas é claro vem uma preocupação, querer atingir tais objetivos não estaria [1] ADULTIZANDO as crianças, adolescentes e jovens? Já adianto que não, se respeitarmos as suas respectivas [2]cognições.
As Assembleias de Deus têm hoje um novo padrão de ensino, pensado e revisado a partir de seus currículos no âmbito de sua Editora CPAD, que se estendem às Escolas Dominicais pelo país.
Em uma entrevista sobre o Retorno a Palavra, quando perguntado se A solução seria o incentivo à Escola Bíblica Dominical (EBD), uma instituição que atravessa uma crise em tantas igrejas? O nosso [3]Pastor Antonio Gilberto responde:
Repito que uma igreja, um povo, uma família, quando despertados por Deus, mediante o Espírito Santo e a Palavra, procurarão com perseverança conhecer a Bíblia. A EBD deve enfatizar o estudo da Palavra de maneira metódica, atingindo desde o bebê até ao ancião, com professores treinados, de maneira sistemática. É preciso haver currículos definidos, senão o assunto fica a esmo. É claro que, mesmo se for ministrada de maneira precária, a Palavra sempre trará resultados na vida das pessoas, pois ela é viva e não volta vazia. Contudo, não atingirá o objetivo de construir uma igreja forte. No passado, a luta do inimigo era para destruir a Bíblia. Quantas bíblias foram queimadas na Idade Média, nas fogueiras da Inquisição? Hoje, como o diabo sabe que não há como fazer isso, sua luta é para corromper a mensagem da Palavra. E está conseguindo!
Tal pensamento corrobora com meu entendimento, pois acredito que a EBD como é estruturada hoje não satisfaz plenamente. Precisa melhorar muito, a começar pelo nível de seus educadores, estruturas físicas e modelos pedagógicos. Mas reitero que crianças, jovens e adolescentes devem estar na EBD para receber o mínimo de informação teológica possível. E se assim proceder, veremos neles responsabilidade, autonomia, altruísmo, gratidão entre tantos valores compartilhados nessa agência de Ensino Cristão.
Em suma se não ensinarmos teremos um prejuízo enorme, abster-se é negar a propagação de um cristianismo sadio, fundamentado nas Escrituras.
Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele! Provérbios 22:6
Como pode um jovem conservar puro o seu caminho? Vivendo-o de acordo com a tua Palavra. Salmos 119:9

Entendendo que precisamos ensinar Teologia às Crianças, Jovens e Adolescentes. Passemos a nos preocupar agora com que tipo de teologia ensinar?
Não sou fã da Wikipedia, mas para o momento está bom. [4]Teologia (do grego θεóς [theos]: precisamente divindade, mas no sentido de Verdade ou Essência da Verdade, Fé ou Caminho da Verdade da ou dessa ou ainda desta divindade; λóγος [logos]: palavra, no sentido preciso de Estudo sistemático da palavra, por extensão, estudo, análise, consideração, discurso sobre alguma coisa ou algo que tem existência), no sentido literal, o estudo sistemático acerca da divindade (sua essência, existência e atributos).
Em Os 6.3 está escrito: Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor;… Como conhecê-lo sem estudo de sua palavra (a revelação ao homem)?
Quer dizer que para que os Jovens conheçam a Deus ensinaremos: [5] Teologia da Morte de Deus? Teologia da Esperança? Teologia do Processo? Teologia da Libertação? [6]Teologia Natural? Teologia Bíblica? Teologia Dogmática? Teologia Prática? Teologia Própria? [7]Teologia Relacional? Teologia da Prosperidade? [8]Teologia Liberal? Ou tantas outras que não citei?
Penso que não. Ensinar Teologia a jovens não deve ser levado para adultização, e tão pouco, para escola de obreiros. Entendo que deve ser na condução até o mestre Jesus.
Logo mais estarei defendendo o ensino com qualidade para que nossos jovens possam: conceituarconstruir e validar conhecimentos teológicos.
Continue lendo sobre o tema no blog!
[1] https://www.pastoraldacrianca.org.br/crianca/3833-adultizacao-da-crianca-entenda-por-que-e-preciso-evitar
[2] http://www.infoescola.com/educacao/teoria-cognitiva/
[3] http://www.cristianismohoje.com.br/entrevistas/entrevistas-nacionais/pelo-retorno-a-palavra
[4] https://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia
[5] Módulo 2 – Bacharel em Teologia – IBADERJ – A Igreja e as tensões sócias no século XX
[6] http://teologo-teologia.blogspot.com.br/p/revelacao-de-deus.html
[7] http://www.napec.org/apologetica/apologetica-a-verdadeira-defesa-da-fe/
[8] http://www.icp.com.br/69materia2.asp

Jovens querem/precisam aprender teologia?


Dá uma olhada aí no que o Pr. Daladier escreveu.

http://www.daladierlima.com/precisamos-ensinar-teologia-as-criancas-adolescentes-e-aos-jovens/

domingo, 16 de julho de 2017

sábado, 9 de abril de 2016

O USO DAS TECNOLOGIAS EM FAVOR DE UM ENSINO EFICAZ NAS CLASSES DE ADOLESCENTES E JOVENS - Palestra na AD em Campina Grande

Convenção Estadual de Ministros das Assembleias de Deus com sede em Abreu e Lima
Pr. Presidente: Roberto José dos Santos

Superintendência da EBD - Escola Bíblica Dominical
Superintendente: Ev. Abraão Coutinho

Por: Pb. Gastone Alves – Adjunto da Superintendência da EBD


O USO DAS TECNOLOGIAS EM FAVOR DE UM ENSINO EFICAZ
NAS CLASSES DE ADOLESCENTES E JOVENS

            Antes de entrar no tema propriamente dito, gostaria de abordar sobre a eficácia de um professor de EBD. A Eficácia do ensino é percebida pela aprendizagem e não pelo talento do professor. O bom professor é o que segue as regras de sua instituição, o programa a ele conferido, elabora boas atividades, enfim, cumpre suas atribuições. Em nosso caso especificamente, ele estuda a lição durante a semana, vai ao estudo bíblico, faz seu roteiro de aula, busca as técnicas adequadas, chega cedo para aula e ministra-a aos seus aprendizes.
Texto de apoio: Rm 12.7:
Se é ensinar, haja dedicação ao ensino. Rm 12.7b ARC
O que ensina esmere-se no fazê-lo. Rm 12.7b ARA
Deve ficar bem claro que fomos chamados por Deus e ele nos deu este dom que é ensinar: Mas não basta receber o dom de Deus, é preciso também, procurar a perfeição naquilo que fazemos.

Dom é Dádiva; um presente recebido de Deus  --x--  Esmerar é esforçar-se por fazer as coisas com perfeição.
O texto completo está disponível em: http://gastonealves.blogspot.com.br/2015/01/o-professor-eficaz.html
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O tema que nos fora dado para trabalharmos neste evento pode ser dividido em: 1. Uso das tecnologias, 2. Ensino Eficaz, 3. Classes de Jovens e Adolescentes.
É preciso tomar ciência de quem são Jovens e Adolescentes; Como utilizar as tecnologias que estão a nossa disposição e pro fim como atingir o ensino eficaz.
Falamos na aula anterior que nem o próprio adolescente sabe direito quem ele é. Ficam perdidos nessa transição do mundo infantil de brincadeiras, jogos, lazer, poucas responsabilidades e uma crescente atração pelo mundo adulto. 
Os jovens por sua vez têm entusiasmo e energia que podem tornar a experiência de ensiná-los extremamente agradável. Mas é preciso saber conduzir e deixar que eles sejam protagonistas de sua aprendizagem. É importante compreendê-los, e para compreender melhor os jovens a quem ensina, basta lembrar-se de quando éramos quando jovem. *Experiências vividas; * Preocupações? * Sentimentos? Entre tantos questionamentos que auxiliem a ensinar os jovens de modo eficaz.
Resgatando alguns tópicos: 
Conheça o jovem e /ou adolescente; 
Aproveite seu potencial; 
Encontre as estratégias adequadas.
Já abordando o foco de nossa discussão, entende-se como tecnologia qualquer aplicação do conhecimento científico para a edificação de elementos que melhorem a produtividade do ser humano. Em outras palavras, (TEDESCO, SILVA E SANTOS, 2009, vol 3, p. 08, 09) a tecnologia é utilizada para construir tudo aquilo que podemos usar para tornar o nosso dia a dia mais simples e produtivo. (TEDESCO, SILVA E SANTOS, 2009, vol 3, p. 08, 09). Podem ser citado como outros exemplos de tecnologia: avião, casa, computador, lamparina, pen drive, sd card, roupa, etc.
            Para BELLONI (2006, p. 53),
Qualquer que seja a definição que utilizemos (e existem muitas), um elemento essencial deve estar presente nesta análise das relações entre tecnologia e educação: a convicção de que o uso de uma “tecnologia” (no sentido de um artefato técnico), em situação de ensino e aprendizagem, deve estar acompanhado de uma reflexão sobre “tecnologia” (no sentido do conhecimento embutido no artefato e em seu contexto de produção e utilização).
Os nossos jovens e adolescentes estão crescendo informatizados, o que provoca uma nova postura dos professores frentes às Tecnologias no processo de ensino.
Segundo Xavier (2005), as novas gerações têm adquirido o letramento digital antes mesmo de terem se apropriado completamente do letramento alfabético ensinado na escola. 
Para Mouran (1997), a internet é um rico recurso para uma metodologia dinâmica de ensino, pode enriquecer o processo de ensino aprendizagem.
O uso da informática na educação implica em novas formas de comunicar, de pensar, ensinar/aprender, ajuda aqueles que estão com a aprendizagem muito aquém da esperada. A informática na escola não deve ser concebida ou se resumir a disciplina do currículo, e sim deve ser vista e utilizada como um recurso para auxiliar o professor na integração dos conteúdos curriculares, sua finalidade não se encerra nas técnicas de digitações e em conceitos básico de funcionamento do computador, a tudo um leque de oportunidades que deve ser explorado por aluno e professores. Monografias brasilescola.

As tecnologias (TICS – Tecnologias de informação e comunicação) possibilitam: acesso às informações, serve como elemento de aprendizagem, gerando saberes e conhecimentos científicos. Elas têm desempenhado um papel importante na comunicação coletiva e segundo Levy (1999), novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo da informática.
            Essas mudanças afetam a educação, gerando um problema gravíssimo: a exclusão da sociedade que não tem acesso ao computador, consequentemente, não se insere na nova sociedade da informação. “A tecnofobia x tecnolatria, ou seja, medo ou idolatria à tecnologia: eis os extremos resultantes de um certo mal-estar que caracteriza este início de século”. (Ofício do Professor, 2004 v. 3  p 3).
A integração das tecnologias no processo de ensino/aprendizagem possibilita que professores e alunos vislumbrem uma educação libertadora e humanista.
Ainda dissemos que a metodologia de ensino procura apresentar roteiros para diferentes situações didáticas, conforme a tendência/corrente pedagógica adotada pelo professor/instituição, de forma que o aluno se aproprie dos conhecimentos propostos e/ou apresente suas pesquisas e demais atividades pedagógicas.
No vídeo[1] Tecnologia x metodologia percebemos que as tecnologias por si só não produzirão as mudanças necessárias, será preciso que o professor tome posse de metodologias que utilizem essas “novas” ferramentas para alcançar o seu objetivo: aprendizagem.

A tecnologia está presente e cabe a nós professores de EBD utilizarmos para melhoria do processo ensino/aprendizagem. Dentre elas se destacam:
1.      Computador e Projetor Multimídia. Auxiliam a exposição do conteúdo e sistematizam as apresentações em um modo visual mais atrativo. O uso deve ser bem planejado, tendo-o como um recurso de apoio à comunicação.
2.      A Internet oportuniza desenvolver a própria aprendizagem baseado na construção do conhecimento, compartilhando suas descobertas.
3.      O Celular cresce, e a juventude como propulsora dessa ferramenta de convergência tecnológica, acompanha este crescimento.
4.      Papel e caneta são os mais utilizados. Embora não seja suficiente utilizar as tecnologias, é necessário conhecê-las para escolhê-las baseados nos objetivos de ensino, realizando um planejamento adequado.

O professor precisa conhecer “novas” tecnologias para incorporar na sua prática docente sem temer ser substituído por essas tecnologias.
DEMO (2008), sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação, aponta: “Toda proposta que investe na introdução das TICs na escola só pode dar certo passando pelas mãos dos professores. O que transforma tecnologia em aprendizagem, não é a máquina, o programa eletrônico, o software, mas o professor (...)”.

Considerações Finais

Atuando como professor de matemática e física no ensino médio do estado de Pernambuco, deparo-me com uma realidade triste: alunos desmotivados, que entre as reclamações está à mesmice das aulas. Aulas que visam apenas uma aprendizagem mecânica, sem chegar onde todo educador gostaria: numa aprendizagem significativa. Não tão distante percebo também desmotivação em algumas de nossas salas de aula de EBD. Diante de tantos questionamentos feitos dia após dia, trago mais um: como utilizar as novas tecnologias na EBD?
... o uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) tem se revelado como promissor para dinamizar os processos educativos. A motivação dos alunos à aprendizagem, as articulações entre teoria e prática, a construção de competências e aprendizagens significativas, as mediações dialógicas entre docentes e discentes e vários outros temas são recorrentes nas reflexões dos processos de ensino presencial, como também considerando os desafios da modalidade a distância (TEDESCO, SILVA E SANTOS, 2009, v. 2,  p. 10).

O professor atua como mediador ao mesmo tempo em que se coloca como parceiro dos alunos e ambos constroem o conhecimento por meio da troca.
A incorporação da TIC na escola favorece a criação de redes individuais de significados e a constituição de uma comunidade de aprendizagem que cria sua própria rede virtual de interação e colaboração, caracterizada por avanços e recuos num movimento não linear de interconexões em um espaço complexo, que conduz ao desenvolvimento humano, educacional, social e cultural (ALMEIDA, Maria Elizabete.  Tecnologia na Escola, p. 73).
           
Após essa abordagem geral, apontamos alguns desafios a serem enfrentados pela EBD, tema este abordaremos em uma outra oportunidade:
v  Limitações percebidas para o uso das TICs na EBD;
v  As TICs e o perfil do professor;
Ø  Formação continuada para professores;
Ø  Resistência de professores às novas tecnologias;
ü  Percepção dos benefícios;
ü  Habilidades;








REFERÊNCIAS

BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância. Campinas: Autores Associados, 2006.
DEMO, Pedro. TICs e educação, 2008.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e comunicação: interconexões e convergências. Educ. Soc., Out 2008, vol.29, no.104, p.647-665.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. São Paulo: Papirus, 2007.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
MORAN, José M.; ALMEIDA, Maria E. B. (2005). Integração das Tecnologias na Educação. Salto para o futuro. Secretaria de Educação à Distancia. Brasília: MEC, SEED.
MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias.
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos T. (Marcos Tarcisio); BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 7. ed. Campinas: Papirus, 2006.
Ricoy, María Carmen; Couto, Maria João V. S. As tecnologias da informação e comunicação como recursos no Ensino Secundário: um estudo de caso.  Revista Lusófona de Educação, 2009,14, 145-156.
TEDESCO, Patrícia R.; SILVA, Ivanda M.; SANTOS, Marizete S. Tecnologia Aplicada à Educação a Distância. Vol 01, 02, 03, 04. Recife. UFRPE, 2010.
XAVIER, Antonio C. S. O Hipertexto na Sociedade da Informação: a constituição do modo de enunciação digital. Tese de doutorado Unicamp, 2005.




[1] https://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4


Gastone Alves
Presbítero da IEADALPE/COMADALPE – Congregação: Igarassu Centro
Adjunto da Superintendência da EBD
Bacharel em Teologia - IBADERJ
Professor de Física e Matemática – Governo do Estado de Pernambuco
Licenciatura em Ciências com Habilitação em Matemática – FFPG
Licenciatura em Computação – UFRPE
Especialização: Ensino de Matemática - UFRPE
Especialização: Educação e Desenvolvimento de Políticas Educativas - CINTEP
Especialização: Educação à Distância – FACULDADE SENAC

Contatos: 9 8706 1451 – gastone@oi.com.br – www.facebook.com/gastone.alves