sábado, 9 de abril de 2016

Como ser motivado mesmo com poucos recursos - Palestra em Paratibe I

Convenção Estadual de Ministros das Assembleias de Deus com sede em Abreu e Lima
Pr. Presidente: Roberto José dos Santos

Superintendência da EBD - Escola Bíblica Dominical
Superintendente: Pr. Steven Ribeiro

Por: Pb. Gastone Alves – Adjunto da Superintendência da EBD




COMO SER MOTIVADO MESMO COM POUCOS RECURSOS

            Com o passar dos anos vamos percebendo que alguns professores perdem o ímpeto, o gás, a vibração, o entusiasmo..., tantas palavras para resumir em MOTIVAÇÃO. A palavra Motivação vem do latim MOVERE, que significa mover para realizar determinada ação. Podendo ser definida como um conjunto de fatores psicológicos, de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determina a conduta de um indivíduo.
No meio educacional, nos deparamos com vários elementos motivacionais e desmotivacionais. Situações que servem de propulsão ou desalento na vida, na carreira, no ensinar ou no aprender.
Para trabalhar a temática acima citada, vamos dividir este texto em:

1.      Fatores que proporcionam a desmotivação;
2.      Fatores que proporcionam a motivação;
3.      Dinâmicas motivadoras;
a.       Construindo uma fogueira
b.      Não estamos sozinhos
4.      Quando os elementos (fatores motivadores) não funcionam;
5.      O professor motivado mesmo com poucos recursos;
a.       A chamada;
b.      O objetivo.

A motivação de professores vem ganhando grande espaço nas discussões da Escola Bíblica Dominical. Motivar Dirigentes, Secretárias e Professores está se tornando um desafio, mas é necessário, pois influencia diretamente no rendimento e aproveitamento dos alunos, ou melhor, da EBD como um todo. Ser Professor/educador na EBD é uma questão que deve ser discutida amplamente, do ideológico ao cultural.
1. FATORES QUE PROPORCIONAM A DESMOTIVAÇÃO
Fatores intrínsecos - estão ligados aos seus VALORES pessoais.
Fatores Extrínsecos  - estes fatores podem reduzir o nível de motivação.

1.1. Falta de reconhecimento da Liderança;
1.2. Excesso de trabalho;
1.3. Ambiente ou clima organizacional ruim, desgastante, estressante;
1.4. Falta de perspectivas:
1.4.1  de crescimento
1.4.2. de melhorias
1.5. Falta de interesse dos alunos;
1.6. Não fazer o que gosta ou não está se sentir bem na função.

2. FATORES QUE PROPORCIONAM A MOTIVAÇÃO
2.1       Amor ao magistério e emoção de ensinar;
2.2       Interesse que alunos aprendam;
2.3       Condições de ensino;
2.3.1        Disponibilizar recursos didáticos / tecnológicos;
2.3.2        Autonomia;
2.3.3        Investimentos nas melhorias físicas;
2.3.4        Incentivos aos professores com formações continuadas;
2.4        Reconhecimento por parte da Liderança.

3. DINÂMICAS MOTIVADORAS

3.1. DINÂMICA: “CONSTRUINDO UMA FOGUEIRA”
A dinâmica da fogueira tem o intuito de mostrar a importância do trabalho em equipe, motivando-os à integração.
Material: Palitos de sorvete ou de dente
Procedimento: Separar os participantes em grupos de, pelo menos, cinco componentes. Entregue a cada grupo um punhado de palitos e peça que façam uma fogueira. Cada equipe pode pegar palitos dos outros grupos, mas deverá proteger os seus. O líder da brincadeira deve observar a dinâmica para depois apontar quem fez o quê em cada grupo, ressaltando os que tentaram fazer tudo sozinhos, os que ficaram só olhando, os que foram tentar pegar palitos dos outros grupos por iniciativa própria e os que souberam liderar e delegar tarefas igualmente. A mensagem é que todas estas atitudes fazem parte da rotina do trabalho em equipe, e cada um deve analisar a si mesmo, avaliando seus pontos fortes e pontos que precisam de melhoria.
3.2. DINÂMICA - "NÃO ESTAMOS SOZINHOS"
Melhorar a confiança nos outros, estimularem a integração e participação nas atividades da escola.
Material: Ambientes diferentes e vendas para todos os participantes.
Procedimento: É necessário ajuda para essa dinâmica.
Vendar os olhos de cada participante, e conduzi-los até seus lugares sem dizer nada. Se possível descalços. Colocar em seu lugar e tirar as vendas dos olhos.
Cada pessoa entra sendo conduzida, sem ver que outros estão vedando. Se possível, colocar obstáculos, algo que pisem sintam a diferença do chão.
Depois que todos estiverem em seus lugares o bate-papo é confiança, não estamos sozinhos, sempre tem alguém a nos ajudar a executar tarefas.
Professores devem trabalhar em prol de um único objetivo e assim conseguem atingir a meta estipulada para escola.
Outras dinâmicas em: https://www.google.com.br/dinâmicas de motivação

4. QUANDO OS ELEMENTOS MOTIVADORES NÃO FUNCIONAM
Abraham M. Maslow[1], psicólogo clínico e em seu trabalho dividiu as necessidades de cada indivíduo em cinco principais sendo elas: 1. Necessidades Fisiológicas; 2. Necessidades de Segurança; 3. Necessidades Sociais e de Amor; 4. Necessidades de Estima e 5. Necessidades de Auto-realização.
Se todas essas necessidades não estão sendo garantidas, o professor está deslocado da função ou de sala. Ele não vai conseguir a real motivação, pois nada satisfaz suas necessidades. É hora de conversar com a liderança!!!
Para Michelli Duje[2], “A pessoa vai se desgastar muito se ficar constantemente remoendo sentimentos negativos. Isso a paralisa e a deixa sem forças para lutar por aquilo que realmente vale à pena. Por isso é fundamental entender o que causa isso, para assim interromper essa auto-sabotagem e aprender com esses conflitos”.
5. O PROFESSOR MOTIVADO MESMO COM POUCOS RECURSOS
Primeiro vamos tentar clarificar quanto aos recursos. Os recursos poderão ser humanos ou não. Quando estes não são humanos podem ser classificados conforme Arnaldo Oliveira[3] em Didáticos: Naturais, pedagógicos, tecnológicos e culturais.
Segundo Renata Ragazini[4]
A capacidade de se auto-motivar é uma das mais desejadas habilidades humanas. Uma pessoa que consegue encontrar a motivação dentro de si mesma rompe barreiras. Ela não depende de ninguém para lhe dar um incentivo, não espera que as condições da vida sejam favoráveis, não deposita sua confiança no governo para que ela possa tomar uma atitude na vida. Ela simplesmente possui uma força "misteriosa" que lhe impulsiona para frente. A auto-motivação é a única verdadeira forma de motivação. Qualquer outra forma de se motivar através de uma fonte externa é artificial, efêmera e condicional. Quando a motivação é através de um input externo, torna-se dependente daquele incentivo para agir.
A auto-motivação nasce naturalmente, ela não é buscada nem encontrada, ela é o resultado inevitável de uma vontade, de um desejo ardente e incontrolável. Quando um homem possui idéias, torna-se guerreiro, mas quando as idéias possuem o homem, ele se torna invencível. (GONDIM, 2002, pag. 133).

É interessante que um professor auto-motivado utilize o que seria motivo de desmotivação para muitos e reutilize como mola propulsora para realização de suas tarefas.  No caso do professor da EBD, dois fatores  são fundamentais: a chamada e o objetivo.
Então lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada, e que as suas portas têm sido queimadas a fogo; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém, e não sejamos mais um opróbrio. Neemias 2:17
E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer. Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco? Neemias 6:3
O que ensina esmere-se no fazê-lo. Rm 12.7b ARA. Deve ficar bem claro que fomos chamados por Deus e ele nos deu este dom que é ensinar: Mas não basta receber o dom de Deus, é preciso também, procurar a perfeição naquilo que fazemos.
Quando isso aconte è O professor ama ensinar

            Assim, todo professor que se presa, procura ver a aprendizagem no seu aluno. Como diz: Alves[5]:
O bom professor é o que segue as regras de sua instituição, o programa a ele conferido, elabora boas atividades, enfim, cumpre suas atribuições. Em nosso caso especificamente, ele estuda a lição durante a semana, vai ao estudo bíblico, faz seu roteiro de aula, busca as técnicas adequadas, chega cedo para aula e ministra-a aos seus aprendizes.
O professor eficaz é aquele que consegue resultados efetivos.  É o que se importa com a aprendizagem e bem estar de seus aprendizes.

Em Neemias 8.1-18 podemos perceber essa prazerosa de ensino e aprendizagem motivadores.
2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e de todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
13 Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei;

Não é o discípulo mais do que o seu mestre; mas todo o que for bem instruído será como o seu mestre. Lucas 6:40
Quando isso acontece è O professor ama ver que o aluno aprendeu

Sugestões para motivar seus professores, alunos ou outros estejam ao seu redor:

1.      Elogie e recompense pelo bom desempenho;
2.      Forneça as ferramentas necessárias para o excelente desempenho;
3.      Esclareça suas expectativas em relação de seu liderado;
4.      Peça, aceite e experimente sugestões dos outros;
5.      Valorize as habilidades de cada um.

A motivação produz satisfação individual ou coletiva.  É um grande desafio para nós líderes, pois além de estarmos motivados devemos proporcionar momentos, situações para o desenvolvimento daqueles que estão sob a nossa liderança.

Gastone Alves
Presbítero da IEADALPE/COMADALPE – Congregação: Igarassu Centro
Adjunto da Superintendência da EBD
Bacharel em Teologia - IBADERJ
Professor de Física e Matemática – Governo do Estado de Pernambuco
Licenciatura em Ciências com Habilitação em Matemática – FFPG
Licenciatura em Computação – UFRPE
Especialização: Ensino de Matemática - UFRPE
Especialização: Educação e Desenvolvimento de Políticas Educativas - CINTEP
Especialização: Educação à Distância – FACULDADE SENAC

Contatos: 9 8706 1451 – gastone@oi.com.br – www.facebook.com/gastone.alves



[1] http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/psicologia/maslow-as-necessidades-humanas.htm
Abraham Maslow foi um psicólogo de grande destaque por causa de seu estudo relacionado às necessidades humanas. Segundo ele, o homem é motivado segundo suas necessidades que se manifestam em graus de importância onde as fisiológicas são as necessidades iniciais e as de realização pessoal são as necessidades finais. Cada necessidade humana influencia na motivação e na realização do indivíduo.
[2] https://curitibapsicologa.wordpress.com/
Michelli Duje - Psicóloga formada pela PUC-PR. Pós-graduada em Psicopedagogia. Formação em Psicoterapia de casal.Escritora do blog sobre questões emocionais que recebe cerca de 30 mil acessos por mês. Palestrante. Convidada para participar de programas de rádio e TV. Colaboradora de revistas por meio de entrevistas e matérias sobre assuntos psicológicos. Atende Psicoterapia Individual, Psicoterapia de Casal e Psicoterapia de Grupo sobre diversas questões emocionais que atingem as pessoas.
[3] http://pt.slideshare.net/arnaldoead/recursos-didticos-tipos-classificao
[4] http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/a-motivacao-e-a-desmotivacao-duas-faces-de-uma-mesma-moeda-na-vida-do-trabalhador/53311/
Bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Comércio Exterior e Marketing. Experiência na área Financeira e Administrativa em empresa nacional.
[5] http://gastonealves.blogspot.com.br/2015/01/o-professor-eficaz.html

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